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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vírgula

Não irei abordar os casos proibitivos (entre sujeito e predicado e verbo e seus objetos) e obrigatórios (marcar intercalação, elipse, isolar aposto,...) do uso da vírgula. Existem centenas de sites que abordam o tema e lugar-comum, realmente, não é a minha praia.

O uso (ou não) da vírgula altera todo o sentido da frase. Não a julguem pela frágil aparência, pois a vírgula pode ser pequena, mas faz toda a diferença na oração.

O uso da vírgula, geralmente, indica uma pausa. Ex.: Ai, espera! / Ai espera sem fim!

A vírgula indica uma opinião. Ex.: Não quero saber / Não, quero saber.

Seu uso (ou supressão) pode indicar, por exemplo, condenação ou salvação de alguém. Ex.: Não tenha pena dele! / Não, tenha pena dele!

Então, toda a vez que usarmos vírgula (s) é importante lermos o que foi escrito, fazendo a pausa necessária quando a vírgula aparecer. Se o sentido for o que, realmente, quisermos dar ao texto, o uso está correto; mas se o sentido estiver contrário ou diferente do desejado, vírgula (ou não).

Bjo e até outra hora.

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sábado, 30 de abril de 2011

Reticências


Até onde minha lembrança alcança, nos meus textos dos últimos anos esses três pontinhos têm estado presentes.


Já fui indagada sobre o motivo de usar esse sinal gráfico com tanta frequência. Minha resposta foi e ainda é: uso as reticências porque os dedos podem, propositadamente ou não, pararem de escrever / digitar, mas o pensamento continua. Não se coloca trancas e nem limites no pensamento e isso é indicado em meus escritos com o uso das reticências. Existe também o gosto que tenho em possibiltar aos meus leitores à reflexão. Então, as reticências oferecem a vocês o exercício de criar, completar, recriar e concluir o que minha mente iniciou a produzir.

Tempos atrás, quando tentava conhecer um pouco de uma das seguidoras do blog, deparei-me com o blog da Lia Kerkhoff, Reticências... , um espaço cheio de mensagens, imagens e pensamentos de escritores nacionais. Mário Quintana conceitua o nome dado ao blog, "As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua, por conta própria, o seu caminho...".

Na quinta-feira, lendo na coluna Fala Blogueiro! (na qual já tenho entrevista agendada para o final de maio) a entrevista do Xipan Zeca, vi a nota do entrevistador sobre as inúmeras reticências utilizadas pelo criador do blog. Parei para pensar!

Não julgo esses três pontinhos mais importantes do que os outros pontos, mas, cá pra nós, as reticências são, em sua aparente falta de palavras, bem mais eloquentes, pois dão a possibilidade de nosso pensamento fluir. Se a conversa chegou ao limite, ponto final; quando a surpresa, encantamento ou indignação mexem com nossos sentidos, exclamação, mas se o questionamento se faz necessário, interrogação. As reticências não exigem respostas e sim reflexões, que podem verbalizarem-se ou não.

E como o pensamento não para e a vida também não, reticências...

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Créditos

Imagens:
Google Image

Fontes:
Michaelis Nova Ortografia
Equipe Brasil Escola
Dicionário Aurélio 2010

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  © Cris Duarte Marinha by Cantinho do Blog 2010

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